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Agenda Estratégica para o RS
V - Princípios para Construção do Futuro
O que está funcionando em países como Espanha, Coréia, Irlanda, Chile e em algumas regiões brasileiras nos dá princípios para pensarmos concretamente na nossa trajetória de construção do futuro:
a.Na aventura do desenvolvimento, não há lugar para aventureiros; é um mundo de construção diária e consistência.
b. Ainda que os dois itens sejam importantes, deve haver um equilíbrio entre senso de oportunidade e qualificação das propostas para captação de investidores internacionais de risco e inserção em programas setoriais. As boas intenções devem vir acompanhadas de análise, preparação e condições racionalmente plausíveis.
c. Apaziguamento de ânimos, entendimento e pragmatismo. É necessário um clima de cooperação e tranqüilidade para a formulação de uma política de desenvolvimento conectada com o mundo e certo grau de inovação.
d. A sociedade gaúcha e seus interesses estão acima de interesses político-partidários de curto prazo. Portanto, o debate de uma agenda de desenvolvimento deve ser supra-partidário e ter o apoio de todos os segmentos políticos e da sociedade. É bom não confundir nossa tradição de alternância no poder com falta de responsabilidade com a população.
e.Identificar a "nova" divisão política. A "nova" divisão política, mais do que partidos, divide os candidatos a administradores públicos dentre aqueles que têm visão e consciência de seu papel e aqueles que estão na política apenas para satisfazer seus níveis mais baixos de satisfação. Essa é a grande divisão a que os eleitores devem estar atentos. Quem traz uma visão, uma responsabilidade com o futuro e quem não faz a mínima idéia do que está se passando.
Se devemos em algum momento nos inspirar nas palavras do hino rio-grandense, temos que fugir da pretensiosa frase que diz "sirvam nossas façanhas de exemplo à toda Terra". É desse triunfalismo míope que vem parte do nosso atraso. Devemos ter mais atenção ao trecho que diz que "povo que não tem virtude, acaba por ser escravo". Ser escravo da pobreza, da pouca realização é no mínimo triste para um passado com tantas aspirações gloriosas.
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