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As SMART Schools da Malásia


As SMART Schools são 90 escolas-piloto implantadas pelo Governo da Malásia com apoio do Banco Mundial e empresas privadas, como a EDS, Digital Technologies e a Malaysia Telekom,beneficiadas através de mecanismo específico de incentivo fiscal.

A Smart School é resultado de um processo de brainstorming liderado pelo Ministério da Educação da Malásia e iniciado em 1996. É um dos sete pilares básicos do projeto Multimedia Super Corridor (MSC), versão menos abrangente do National IT Taskforce indiano.

Foi criada uma empresa para concentrar os sistemas e redes das Smart Schools, a Telekom Smart School SDN BHD (TSS), que iniciou em 1999 a implementação das 90 unidades-piloto. O objetivo é elevar gradualmente, até o ano 2010, todas as 10.000 escolas de primeiro e segundo graus do país ao status de Smart Schools.

O software básico da Smart School é o Total Smart School Integrated Solution, que oferece sotware e material de apoio impresso a 4 matérias básicas: a língua nacional (Bahasa Melayu), inglês, ciências e matemática. Também inclui software para administração da escola (Smart School Management System).

Os objetivos básicos da Smart School são: (1) desenvolver recursos humanos pensantes e com domínio de tecnologia, (2) democratizar a educação e promover a inclusão digital, (3) aumentar gradativamente a participação da iniciativa privada, (4) proporcionar o desenvolvimento completo do indivíduo. Atrás de tudo, o entendimento de que a Malásia é um país em transição cultural – de um país de fundamentos tradicionais para uma nação construída com base na economia do conhecimento, aberta para o mundo.

As salas de aula possuem desktops individuais, laboratórios multimídia, conexão rápida à Internet e equipamento para videoconferência. Todo o material didático é produzido em CD-ROM, e em versão inglesa e na língua nativa.

As Smart Schools foram patenteadas, e o objetivo é exportar o modelo da Malásia para outros países em desenvolvimento.

Smart Schools e o Brasil

Fica do exemplo e da iniciativa mais uma reflexão: quanto tempo demoraremos para ter Smart Schools públicas no Brasil? E...por que não temos uma única unidade de aprendizagem industrial de software e materiais de alta tecnologia? Para evitar os custos de um mega welfare state, manda a cartilha que se invista um mínimo na construção do futuro. O “salto” não acontece por geração espontânea.








Gustavo Grisa

Reprodução autorizada mediante consulta ao autor.

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